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  • Fernanda Damy Haybittle

Quando os filhos crescem, a mãe deve crescer também.

Percebo na minha rotina diária de trabalho uma dor muito parecida entre as mulheres que querem voltar ao mercado de trabalho mas estão há alguns anos se dedicando à família.



Ser mãe não é um trabalho, é uma escolha de vida.

Eu não acredito sinceramente que há mulheres que tenham apenas o desejo de criar a própria família, de cuidar dos filhos - até porque, em algum momento as crianças deixam de ser crianças e vão pro mundo.

É isso o que desejamos para eles, na realidade: que sejam jovens e adultos seguros, independentes, funcionais e autênticos.

Cada um deles, se fizermos nosso trabalho direitinho, vai criar seu próprio estilo de vida e muito cedo deixam de precisar de nós.

O que antes era dependência e necessidade se transforma em troca, maturidade e desejo de estar junto, de compartilhar sucessos e fracassos de forma adulta. Maravilha!


Quando chega esse momento, aparece um vazio no peito que grita por privacidade, propósito, identidade e completude.

Quem sou eu agora?

Qual a minha função nesse sistema familiar?

O que eu quero para o meu futuro?

O que enche meu coração de alegria e faz meus olhos brilharem?


Muitas de nós se sentem culpadas pelo simples fato de assumir que os filhos não são TUDO em nossas vidas, e ESTÁ TUDO BEM!!
Não são mesmo, pois como indivíduos temos nossas necessidades, desejos, medos e inseguranças assim como eles. Isso é universal, da experiência humana.

O ideal é se preparar para esse momento, ter a clareza de que a maternidade raiz, funcional, troca fralda, leva e traz de criança pra todo lado, festinhas, futebol e festas do pijama acabam. Você pode não ter um trabalho de fato engatilhado nem um plano de ação definido para quando os meninos voarem, mas ter a CONSCIÊNCIA de que esse dia vai chegar é fundamental.

Parece óbvio mas não é, pois nos agarramos à maternidade o máximo possível como se nossa vida fosse acabar quando a deles de fato começa.


Sentimentos como vazio, tristeza, confusão mental, melancolia são muito comuns pois uma fase importante da sua vida está acabando e você se despede de um período tão mágico quanto exaustivo, e agora você simplesmente não sabe o que fazer.


Poder contar com apoio psicológico nesse processo é fundamental para que você não vire estatística e entre em depressão como grande parcela da população feminina entrando nos cinquenta.

Além de curar e ressignificar essa dor, é importante ter um horizonte interessante que traga para você de volta aquela vontade de acordar cedo e viver mais um dia bacana, numa vida que você escolheu e planejou.

Mesmo com tudo certo, tem dias ruins? Claro! São a maioria? Espero que não, e se forem, há algo errado com suas escolhas.


Todo esse papo que vemos de “valorize as pequenas coisas”, “a felicidade está nos detalhes” é a mais pura verdade, pois se você acha que uma vida plena é feita de festas, viagens, piscina e drinks, está redondamente enganada.


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Uma vida plena é aquela que você vive ao lado de quem ama, mora num lugar gostoso, tem relações saudáveis com quem você convive, um trabalho que traz alegria e satisfação pessoal. Seu trabalho pode ser remunerado ou não, importante dizer, uma vez que existem umas felizardas aí que não precisam se preocupar com dinheiro, e podem se dar ao luxo de fazer unicamente aquilo que gostam.


Numa vida plena, seus filhos são parte de você, mas não fonte de função, demanda.

Se o interno está preenchido, o externo deixa de ser um caminho de nutrição. Ao invés de você viver de acordo com o entorno, você vive de acordo com sua essência.

Sua essência, suas regras!


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Chegar nesse ponto é dolorido e libertador ao mesmo tempo, pois mudar dói e desapegar-se de conceitos antigos e normas sociais também. Mas enquanto você viver em função do outro - pais, filhos, amores, círculo social, político ou religioso - acredite, a vida seguirá vazia.


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