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  • Fernanda Damy Haybittle

A importância de se preparar para as diferentes fases da vida


Estes dias falei nos meus stories sobre a divisão das tarefas domésticas para quem empreende e sobre o mix home office + coworking funcionar muito bem para o meu perfil, e fazendo essa reflexão venho pensando nas mulheres que ao longo da vida não se desenvolveram profissionalmente por opção ou falta de oportunidades.


Observem as suas famílias e percebam como o cuidado de todos está sempre a cargo das mulheres, salvo raríssimas exceções. Isso acontece porque desde pequenas as meninas em sua maioria são ensinadas a cuidar da casa, ajudando nas tarefas domésticas, enquanto os filhos homens se encarregam de outras coisas. Podem até ajudar os pais em trabalhos mais braçais, ou ficam liberados para fazer atividades mais interessantes, que vão do estudo ao lazer.


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Geração após geração, estes modelos se perpetuam e, enquanto os meninos são incentivados a sair de casa para estudar, as meninas são incentivadas a namorar sério e casar cedo.

Alguns exemplos práticos do resultado deste ciclo vicioso:


  • Mulheres ganham menos do que os homens, pois a sociedade acredita que elas se dedicam menos, mesmo sendo mais qualificadas do que os homens, acadêmica e profissionalmente.

  • Os cargos de liderança são ocupados por homens em sua larga maioria, pois exigem uma disponibilidade de tempo que as mulheres não conseguem oferecer. Além de estigma, é sim uma realidade, já que as jornadas de trabalho não acabam quando as mulheres deixam a empresa e vão pra casa

  • Mulheres dependentes financeiramente, sem autonomia para fazer o que desejam e muitas vezes em relacionamentos abusivos por conta desta situação


Eu realmente acredito que a forma mais eficaz de evitar que estas mulheres permaneçam nesta situação de dependência e vulnerabilidade financeira (entendam, isso acontece em todas as classes sociais) é comportamental. Explico :-)


Em modelos familiares onde o homem tem a renda mais relevante e o plano é ter filhos, transparência financeira é fundamental para que esta mulher possa cuidar das crianças mas com acesso ao dinheiro que é de ambos. Há homens que se sentem generosíssimos por dar "mesadas" às suas esposas para que elas comprem suas " coisinhas". HOMENS, REPENSEM.


Mesmo quem opta por ficar em casa com as crianças precisa entender que os filhos crescem e a idade chega: sem filhos, por volta dos cinquenta anos, e sem uma vida produtiva/ profissional, esta mulher passa de mãe ao quê exatamente? Não à toa as mulheres deprimem nesta idade. Todo mundo precisa se sentir relevante, útil e realizado, e por que seria diferente com as mulheres de meia-idade?

Pior do que não terem nada o que fazer nesta idade (o famoso propósito) passam seu tempo enfiadas nas vidas dos filhos e filhas, estes já casados e com seus próprios modelos familiares. Atendi aqui no Studio FDH muitas mulheres jovens, recém-casadas, cujos maridos ainda estavam no papel de filhos e suas mães no controle absoluto: a agenda dos casais era definida pela agenda dos pais. Isso não tem o menor cabimento! MULHERES, REPENSEM.


A palestra de Mirian Goldenberg é um bálsamo para quem quer entender as fases da vida da mulher e como é importante estar preparada para estes momentos distintos da nossa trajetória. Assistam no link aqui.


No próximo texto, vou contar como eu me organizei na vida e como estou enfrentando a meia-idade e meu momento de independência agora que meu único filho cresceu.


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